RESULTADO FINAL DA LEITURA DO LIVRO “A CHAVE PARA REBECA” DE KEN FOLLETT
Quando escolhemos um livro para ler, temos de ter a consciência de que estamos a escolher uma fonte de informação e uma experiência que deixará uma marca em nós. É desta forma que encaro a leitura, procurando ponderar bem antes de iniciar uma nova obra, até porque, se começo um livro, sinto o dever de o terminar.
A Chave para Rebeca, de Ken Follett, foi mais uma obra escolhida sob este critério. Como já conhecia o autor de "Noite Sobre as Águas", decidi-me por este título porque procurava uma narrativa que me prendesse da primeira à última página, repleta de suspense e emoção. Afinal, aquilo que o meu subconsciente necessita de absorver em cada momento é sempre um dos fatores que mais influencia a escolha das minhas leituras.
A MINHA OPINIÃO SOBRE O LIVRO
Como já referi, A Chave para Rebeca é um livro frenético e carregado de suspense. A história é contada de forma alucinante do princípio ao fim, bem ao estilo característico de Ken Follett. Trata-se de um enredo imprevisível, capaz de surpreender a cada capítulo, envolvendo muita ação, violência, sensualidade e sedução.
SOBRE A HISTÓRIA
A ação decorre no verão de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, no Norte de África, mais precisamente no Cairo, Egito. O enredo acompanha um brilhante e implacável espião alemão, Alex Wolff (codinome Sphinx), que tem como missão roubar os planos militares das tropas britânicas, viabilizando a conquista do Egito por parte do exército alemão do marechal Rommel.
Em contrapartida, o determinado major britânico William Vandam tenta a todo o custo capturar o espião, gerando um duelo psicológico e tático eletrizante. Vandam sabe perfeitamente que o sucesso da sua caça ao homem impedirá uma catástrofe muito maior do que a simples perda do território egípcio. No centro desta teia, cruzam-se ainda duas mulheres marcantes: Elene Fontana, uma jovem judia que arrisca a vida para ajudar Vandam, e Sonja, uma sensual dançarina do ventre que se torna cúmplice de Wolff. Ambas acabam por ter papéis absolutamente fundamentais para o desenrolar e para o desfecho da história.
O próprio título da obra, A Chave para Rebeca, guarda um dos detalhes mais inteligentes da trama, refere-se ao facto de o espião utilizar o famoso romance Rebeca, de Daphne du Maurier, como base para codificar as mensagens secretas que envia por rádio para o comando alemão.
NOTAS FINAIS
O que torna este livro ainda mais fascinante é saber que se baseia em factos verídicos, inspirando-se na história real do espião alemão Johannes Eppler no Cairo. Se, tal como eu, aprecia histórias empolgantes e tem interesse pelo contexto histórico da Segunda Guerra Mundial, esta é uma leitura absolutamente imperdível.
NOTA: 4,5/5

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