Crítica e Opinião Final: O Livro vs O Filme
Cromos repetidos não fazem coleção, mas posts guardados no baú merecem sempre ver a luz do dia! Na altura em que partilhei convosco que estava a ler este fenómeno da Paula Hawkins, Por falta de tempo acabei por não deixar aqui a minha opinião final. Mas antes tarde do que nunca, especialmente porque este é daqueles thrillers psicológicos que nos ficam gravados na memória.
A experiência de ler A Rapariga no Comboio é uma autêntica montanha-russa de desconfiança. A forma como a autora constrói a Rachel, uma mulher completamente partida pelo divórcio, que se refugia no álcool e que sofre de apagões de memória terríveis é genial. Passamos metade do livro a torcer por ela, e a outra metade a questionar se ela não será a verdadeira culpada pelo desaparecimento da Megan. É um jogo psicológico brilhante e sufocante.
Na altura, também fiz questão de ver a adaptação para cinema com a Emily Blunt. E bem... como quase sempre acontece neste género, o livro ganha por goleada. O filme, embora visualmente bem conseguido, não consegue transmitir o ambiente claustrofóbico da cabeça da Rachel, nem o impacto daquela reviravolta final onde percebemos que o verdadeiro monstro esteve sempre disfarçado à vista de todos. O gaslighting e a manipulação psicológica que a Rachel sofria são muito mais viscerais e revoltantes nas páginas do que no ecrã.
Se por acaso viram o filme e acharam "morno", deem uma oportunidade ao livro. A escrita da Paula Hawkins agarra-nos ao carril do início ao fim e não nos deixa sair na próxima estação!
Nota Final: 4.5/5 ⭐️

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